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O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou, na segunda-feira (4), que deve começar a exigir um caução de até US$ 15 mil (R$ 82 mil) para alguns vistos de turismo e negócios. O novo programa piloto será lançado em duas semanas e tem como objetivo, segundo a gestão Trump, reprimir visitantes que ultrapassam o prazo de validade de seus vistos.
Por enquanto, apenas cidadãos do Malaui e Zâmbia serão submetidos ao programa. O visitante só recebe de volta o valor caução após deixar os EUA dentro do período permitido pelo visto.
O Brasil ficou de fora da lista inicial, e não há informações sobre se o país pode passar a fazer parte do programa.
Em abril deste ano, o governo norte-americano anunciou que começaria as vendas dos “Gold Cards”, ou “Cartões Dourados”, por US$ 5 milhões – cerca de R$ 30 milhões. O documento permite que imigrantes ricos obtenham a cidadania americana.
Visto dos EUA
Em fevereiro, Donald Trump afirmou que quer atrair estrangeiros dispostos a investir e gerar empregos nos Estados Unidos. O secretário do Comércio, Howard Lutnick, disse que o Gold Card deve substituir o atual programa para investidores, conhecido como EB-5, que permite que estrangeiros solicitem residência permanente se criarem empregos para americanos ou investirem em empreendimentos no país.
Segundo Trump, o Visto Dourado terá mais privilégios do que o Green Card. Todos que se inscreverem no programa passarão por uma análise das autoridades americanas antes de receber o visto. Os interessados podem solicitar o documento no site da Secretaria de Comércio dos EUA.
O presidente chegou a apresentar um protótipo do cartão, que tem uma foto dele diante da imagem da Estátua da Liberdade e da águia símbolo do país. O governo afirmou que a venda dos Gold Cards ajudará a reduzir o déficit financeiro do país.
Trump também sugeriu que, além de gerar empregos, o programa poderá atrair mão de obra qualificada. Segundo o presidente, empresas americanas poderão comprar o visto para trabalhadores estrangeiros especializados.